POEMA DO AMOR NOVO Que me venha esse amor Com ares de festas, brilho E frestas Por onde passe seu calor! Que me renove num beijo, Num salto, num desejo De praias antigas Guardadas em mim. Me traga chuvas de março Me recomponha os pedaços Pelo seu próprio fim. Me queime a pele Me doa os órgãos Me mate a sede Um riso de graça Paixão é o que passa Amor, até o fim! Giselle Maria
O pouco que consegui foram pequenos relances de sono profundo, o suficiente para querer a cada momento dormir mais, relaxar. E a cada minuto o andamento do meu coração acelerava e sua altura aumentava, sutentando os picos da ansiedade.
Meu coração era todo várias semifusas e seu andamento era ligeiro. Uma pena que a música tocada fosse tão tensa.
Cheguei a levantar, não contei, mas creio que mais de quinze vezes e a cada salto da cama meu estômago rodava como um disco na vitrola.
Esse é o meu Calcanhar de aquiles, orgão regido pelo meu sol, câncer.
Calcanhar???!!! Pra mim é um pé todo remexendo, pisando, chutando a "boca" do meu estômago!
Você sabia que os maiores captadores de emoções estão no estômago?! São os neuropeptídeos, vulgo "borboletas no estômago". Isso você já sentiu!
Mas, nessa noite minhas borboletas viraram lagartas, aquelas peludas que rastejam vagarosamente e queimam te fazendo sofrer de dor.
Tentei de tudo para dormir! Ás 3h 38m estava no meu sexto copo d´água e na minha terceira sessão de ânsia. Como se meu corpo estivesse à deriva, mareado.
Chorava, dormia cinco minutos, acordava e os pensamentos ali, me cutucando, querendo atenção.
Sabe o que é pior quando se sente dor?
Quando o remédio está ao lado, mas não faz efeito. Isso é desesperador!
Poderia tomar Daime, fumar maconha, mas aquela dor pulsava muito, estaria comigo em qualquer "viagem" podendo ter uma proporção maior.
Eu oro. Não porque seja religiosa, mas acredito no poder da palavra, na sintonia com o divino.
Orei por horas a fio...Mas, nessa madrugada não fui atendida. Acredito que Deus também estava com insônia e precisava das minhas preces para passar seu tempo.
Quando vi o primeiro raio de sol senti um alívio por amanhecer e um pesar por não saber o que me esperava.
Ás vezes não me sinto nada, só uma folhinha levada pelo vento.